quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Menina, Menino e a Lua.

Era uma vez uma menina que amava um menino. Esse menino foi embora e a menina ficou sem saber como continuar a historia. A menina agora é uma Moça, mas não deixa rapaz nenhum chegar perto porque eles não são o menino que a Menina-Moça sempre quis.

Era uma vez, foi ontem mais uma vez, quando céu quis mostrar como vive o coração da Moça sempre quando chega no calendario a tal data.
Ensolarado logo cedo, com cheiro de maresia e quente como abraço dos melhores braços que estivera. A tarde, nublada. Pesada, fria e ensurdecedora como o silencio dos aparelhos. A noite, chovendo. Como a menina e outros tantos olhos choveram naquele dez de novembro de dois mil e seis.

A Menina ainda se arrepende de ter sido inocente achando que os anos o deixariam mais perto. E se sente estúpida por achar que os dias acalmam e aliviam a falta do bem querer.
A Menina ainda não entendeu como começou, desconfia que não foi verdade e morre de amores suspirando por tudo que poderia ter acontecido.

Oh! Menina, agora você que é Moça sabe que foi um pouco platonico, um pouco inventado mas de todo feito de amor. O primeiro e melhor amor que já sentiu. O maior, que de tão grande, amor, não coube nessa vida e está marcado a continuar na proxima.

A Moça mandou dizer que a Menina não chorou ontem. Nem hoje.
Ela ficou na chuva, quieta, rezando, sozinha, calada sentindo o céu chorar os lamentos da Lua.
Porque só eles três, menino menina e Lua, sabem como é. Ela daqui, ele no céu e Lua.





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