quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Circo.





"Todo mundo vai ao circo
Menos eu, menos eu.
Como pagar ingresso,
Se eu não tenho nada?
Fico de fora escutando a gargalhada!
A minha vida é um circo,
Sou acrobata na raça.
Só não posso é ser palhaço!"







E a cada minuto fica mais difícil manter a compostura.
A tinta que pinta essa máscara tá gasta. As falsas risadas não mais ensaiadas.
Aproveito e pergunto, por que me subjulgas?

Não merece tamanho descaso e maus tratos minha tão bem cuidada inteligencia.
Não sou Super nem Homem, muito menos carrego nervos de aço.
Mas sou bambu, só envergo não me curvo. E não quebro.

Vem ventar, pode ventar a vontade.
Por que você vai passar e eu vou ficar.
Ficarei diferente. Ficarei mais resiste. Ficarei protegida.
Vem, pode ventar!
Sou filha da dona, sou de Oyá.

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